Entenda sobre a importância da formulação de defensivos agrícolas

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A soja é a oleaginosa mais cultivada no mundo, devido à sua ampla utilização no mercado de farelos (carnes), no consumo doméstico e na produção de biodiesel e H-Bio. O Brasil tem a segunda maior produção do grão, tendo fechado a safra 2018/19 com 114,843 milhões de toneladas. Contudo, diversas pragas ameaçam a produtividade nacional todos os anos; entre elas, a ferrugem asiática.

A doença tem um alto potencial destrutivo (chegando a 90% da produção), visto que encontra, aqui, as condições ambientais favoráveis para se disseminar com rapidez. Em meio à batalha contra a ferrugem, não é recomendado utilizar ingredientes ativos isolados, sob o risco de se selecionar patógenos resistentes.

Diversos fatores precisam ler levados em consideração no desenvolvimento de novos fungicidas para que a eficiência máxima seja alcançada. Para explicarmos melhor essa questão, conversamos com Gerson Dalla Corte, Gerente de Portfólio e Desenvolvimento de Produto na ADAMA. Acompanhe!

Qual a importância da composição e da formulação de defensivos agrícolas?

Gerson começa nos explicando que, quando o assunto é defensivo agrícola, temos uma resposta técnica que se dá por uma série de fatores. Um deles é o ingrediente ativo que compõe o produto em si — a substância que gera o efeito esperado do produto.

Contudo, o especialista comenta que há cada vez menos ingredientes ativos com alta eficiência, em função da resistência que os patógenos desenvolvem aos defensivos aplicados. Em decorrência disso, desde 2008 a Embrapa não recomenda o uso de produtos que tenham substâncias isoladas, com o objetivo de reduzir o avanço dos problemas de resistência bem como manter os altos níveis de controle das principais doenças da soja.

Para substituí-los, o indicado é que o produtor utilize fungicidas que contenham múltiplos mecanismos de ação. Gerson explica que é aí que entram tecnologias modernas em química, que permite ingredientes ativos relativamente antigos com uma nova roupagem (de liberação lenta, maior persistência na planta por exemplo), trazendo maior eficiência agronômica em nível de campo para o agronegócio.

Além disso, há uma complexidade de processos tecnológicos que visam diluir esse produto (que é concentrado) em quantidade suficiente para que, ao ser levado para o campo, consiga atingir o alvo biológico e faça o controle efetivo da praga. Ou seja, há uma revolução tecnológica que busca potencializar ou explorar melhor o desempenho técnico das moléculas existentes no mercado.

Os produtos fungicidas atuais, cuja formulação é muito mais moderna, têm proporcionado resultados importantes para a cultura da soja, como:

  • maior eficiência;
  • maior segurança;
  • menor fitotoxicidade à cultura;
  • maior facilidade de aplicação e compatibilidade com outros produtos na calda de pulverização.

Como uma formulação de fungicidas na cultura da soja pode otimizar o tempo do produtor?

A rotina do agricultor moderno não é, nem de longe, semelhante àquela do passado. A crescente demanda por produtividade e a chegada constante de novas tecnologias fazem com que o dia a dia no campo seja mais complexo e exigem que o produtor tome decisões mais acertadas, para que ele mantenha rentabilidade na atividade agrícola.

Nesse cenário, há uma grande evolução nas máquinas agrícolas. “Você vê semeadoras, colhedoras, adubadoras supermodernas. Os pulverizadores são maiores, permitem que o produtor realize as suas operações em um intervalo de tempo cada vez mais curto”, comenta Dalla Corte.

Junto com essa tecnologia mecânica, o desenvolvimento na formulação de fungicidas na cultura da soja é crucial para que o agricultor gerencie o seu tempo. Isso porque ele consegue aplicar o defensivo dentro das condições mais adequadas de temperatura, umidade e horário combinadas com os momentos de infestação das pragas.

Além disso, os novos produtos são desenhados para satisfazerem a realidade do produtor, que precisa misturar vários defensivos em um mesmo tanque de pulverização, aplicando os defensivos ao mesmo tempo, completa o especialista. Nessa complexidade química/física, a tecnologia de formulação tem um peso enorme, afirma Gerson.

Graças a ela, os ingredientes ativos de hoje têm um nível de compatibilidade maior quando comparados aos fungicidas que estão no mercado há mais tempo. O especialista salienta, ainda, que as formulações dos fungicidas atuais conferem facilidade no manuseio, desde a hora de fazer a dosagem e compor a calda, até no momento de realizar a pulverização. “São produtos mais adequados para a nova realidade do sojicultor”, completa.

O que é e como funciona a formulação do fungicida Cronnos® na cultura da soja?

Para entender exatamente como Cronnos® funciona, é importante saber como as principais substâncias ativas têm sido utilizadas no mercado de defensivos agrícolas. Como mencionamos, os fungos têm apresentado uma resistência crescente a diversos fungicidas tradicionalmente aplicados pelos produtores de soja, trazendo uma perda gradual na sua eficiência.

Um fungicida protetor que tem sido adicionado aos programas de manejo de doenças em soja é o Mancozeb, por ser bastante eficaz. Contudo, os produtos comercializados com esse fungicida são primariamente em formulações sólidas, WP e WG.

Gerson explica que esse fato gera dois graves desafios. Um em relação à segurança de manuseio (pois favorece a sua inalação), e outro em relação à dificuldade de homogeneização e compatibilização com outros produtos no tanque de pulverização. Esse último ponto provoca uma consequência amarga para o produtor: o entupimento de bicos e filtros — o que o obriga a parar a operação, de tempos em tempos, para limpar o equipamento.

O que Cronnos® traz de diferente é a formulação T.O.V., inédita desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro de soja. Trata-se de uma mistura tripla pronta em que o produtor não precisa adicionar um complemento — ele traz a solução completa e de alta eficiência dentro de um produto só.

“Por ser líquido, ele simplifica o manuseio e a dosagem, você não tem o problema do entupimento, nem a necessidade de limpeza do bico e do filtro o tempo todo”, destaca Dalla Corte. O especialista continua:

“Essa formulação moderna, T.O.V., garante uma melhor performance do fungicida. Permite que os ativos sistêmicos sejam absorvidos pela planta mais rapidamente. O fungicida protetor, por ter Mancozeb na formulação, fica melhor aderido na superfície da folha, e o resultado disso é um maior período de controle de doenças (período residual) e uma maior eficiência de controle das principais doenças da soja, desde a ferrugem a todo complexo de manchas foliares”.

Por que a formulação líquida de Cronnos® simplifica a vida do agricultor?

A tecnologia da formulação T.O.V. de Cronnos® traz uma série de benefícios para o produtor. O primeiro deles é em relação à eficiência do produto. A característica dos ativos foi desenhada para que os ingredientes presentes expressassem o máximo potencial de eficiência técnica. A tecnologia T.O.V. traz uma vantagem técnica, e uma eficiência biológica em relação às outras do mercado, que seguem o mesmo padrão. 

O segundo ponto é toda essa facilidade de aplicação, desde a dosagem, passando pela preparação da calda até o tanque de pulverização. O fungicida precisa passar por todo o equipamento até alcançar a planta, e o fluxo da Tecnologia de Aplicação traz essa vantagem de manuseio, de não causar entupimento do bico nem nos filtros do sistema. 

Como a calda sai muito bem distribuída, sem causar nenhum problema de resíduo nem perigo de travar o sistema, a operação é simplificada e evita as paradas frequentes para a limpeza do maquinário. Isso reduz o tempo total de aplicação, uma vez que o processo não para frequentemente — diminuindo, assim, o tempo improdutivo do agricultor.

Gerson destaca que o terceiro ponto dessa formulação é efeito da conjunção dos dois primeiros benefícios: os resultados econômicos. No Consórcio Antiferrugem da Embrapa, Cronnos® foi reconhecido como o fungicida que apresenta os melhores resultados para o controle da doença na cultura de soja.

Isso desponta como um grande diferencial, pois permite que o agricultor consiga produzir mais com os mesmos recursos, o que assegura a sustentabilidade da sua produção. Ou seja, essas intervenções tecnológicas otimizam o seu trabalho no campo, ao passo que maximizam o potencial produtivo da soja.

Para facilitar o dia a dia do agricultor que está procurando por produtividade, a ADAMA inaugura a tecnologia T.O.V. na formulação de defensivos no Brasil e está trazendo uma série de outros produtos nessa linha nos próximos anos, se posicionando como uma empresa de vanguarda, no sentido de formulação de fungicidas na cultura da soja.

Então, não perca mais o seu tempo. Acesse o nosso site e conheça todos os detalhes sobre Cronnos®!

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