Biofertilizantes em soja e resistência das lavouras

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A expectativa atual é de que este ano o Brasil consiga colher a maior safra de soja já registrada no país, somando 123,2 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mesmo com as mudanças provocadas pela pandemia do Covid-19, segundos dados da Conab, a safra brasileira não será prejudicada.

Se essa previsão se confirmar, o país se tornará o maior produtor dessa oleaginosa do mundo. Mas, para alcançar toda essa produtividade do “grão de ouro” do Brasil, a agricultura deve ficar atenta a uma etapa produtiva que é decisiva para o seu sucesso: a nutrição. Dentre os elementos necessários, o uso de biofertilizantes são essenciais para oferecer as plantas os macros e micronutrientes que elas precisam para o seu desenvolvimento. 

Neste artigo, falaremos sobre quais são os fatores que impactam na produção de soja, as vantagens do uso de biofertilizantes e como utilizá-los de maneira eficiente. Para entender mais sobre o assunto, continue a leitura!

Quais são os fatores que impactam o desenvolvimento da soja?

De nada adianta ter uma produção variada e escolher a melhor época do ano para o cultivo de soja se o ambiente onde as raízes crescerão e absorverão os nutrientes não for bem cuidado. Para se ter um bom retorno econômico, é preciso ter atenção à semente, às exigências nutricionais e climáticas da cultura e ao manejo de solo. 

A soja precisa germinar e se desenvolver vegetativamente até atingir a maturidade para florescer e produzir grãos. Para isso, é essencial que ela esteja bem nutrida, livre de doenças e protegida contra pragas. 

Entre os principais fatores que podem impactar no desenvolvimento da soja, podemos citar:

  • temperaturas muito altas ou muito baixas;
  • falta de luz e nutrientes;
  • oscilações externas. 

A seguir, falaremos um pouco mais sobre a relação entre deficiência nutricional e crescimento. 

Impactos da deficiência nutricional na soja

Uma planta não se desenvolve bem se não obter os nutrientes necessários em quantidades específicas para o seu crescimento. As concentrações típicas dos macronutrientes são: 

  • nitrogênio (N) — 1,5%;
  • potássio (K) — 1,0%;
  • cálcio (Ca) — 0,5%;
  • magnésio (Mg) — 0,2%;
  • fósforo (P) — 0,2%;
  • enxofre (S) — 0,1%. 

Já as de micronutrientes são: 

  • cloro (Cl) — 100 Ppm;
  • ferro (Fe) — 100 Ppm;
  • boro (B) — 20 Ppm;
  • manganês (Mn) — 50 Ppm;
  • zinco (Zn) — 20 Ppm;
  • Cobre (Cu) — 6 Ppm;
  • Molibdênio (Mo) — 0,1 Ppm;

A falta de um desses elementos provoca um decrescimento da planta, devido à deficiência nutricional. O mesmo ocorre quando há acúmulo de uma dessas substâncias.

Os sintomas de deficiência ou de toxidez são característicos para cada elemento, uma vez que cada um tem uma função e mobilidade na planta. No entanto, os mais comuns são a redução do crescimento e mudanças de coloração, que apresentam padrões específicos e vão desde a folha até a base. 

Tais sinais podem aparecer nas folhas novas ou nas folhas velhas, indicando a mobilidade do nutriente na soja e a habilidade da planta em translocar estoques do elemento.

Nesse sentido, o uso de biofertilizantes no cultivo de soja tem permitido avanços em relação à nutrição das plantas, pois oferece, em quantidade ideais, os macronutrientes e os micronutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento. 

De acordo com o Decreto 4954/2004 do Ministério da Agricultura, os biofertilizantes contêm em sua composição princípios ativos ou agentes orgânicos livres de agrotóxicos e capazes de atuar no cultivo de soja, de forma a aumentar a sua produtividade e o porte da cultura.

Como os biofertilizantes aumentam a produtividade? 

O cenário mundial da cultura de soja é de demanda crescente. Para o Brasil, esse panorama é especialmente positivo. As exportações de soja brasileira vêm crescendo, graças à China. Embora, nos meses de janeiro e fevereiro as exportações para os país tenham caído devido à pandemia do novo corona vírus , em março houve uma retomada, atingindo um nível recorde de 13,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2020, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O uso de biofertilizantes em soja auxilia no fornecimento de energia adicional para que, assim, a planta consiga realizar a fotossíntese de forma mais eficiente. Com esse estímulo, a soja obtém mais folhas e, consequentemente, um melhor resultado. 

Esses produtos são aplicados diretamente nas folhas em um período específico, que varia de acordo com o tempo de crescimento de cada cultura. Eles se misturam com o Fucacea, Poacea e Chenopodiaceae, e ajudam a melhorar o transporte e absorção de nutrientes. Além disso, aumentam a quantidade de ácidos graxos, isto é, de lipídeos nas plantas. No caso da soja, especificamente, esses lipídios são transformados em óleo.

Isso ocorre porque o biofertilizante atua diretamente no metabolismo secundário da planta e na expressão de proteínas de resistência e crescimento. O uso desse produto na soja ajuda a produzir uma florada mais vigorosa, uniforme e, assim, aumenta a sua eficiência na formação de grãos. 

Segundo estudos, a aplicação de biofertilizantes proporciona um aumento de 37% na produção em relação ao cultivo sem esses fertilizantes. Esses produtos aumentam a produção de grãos tanto via sementes quanto via foliar. A pesquisa também revela que eles são mais efetivos quando aplicados na fase reprodutiva. 

Por exemplo, imagine uma fazenda que cultive soja em 500 hectares. Considerando a média Cepa de R$ 80,00 a saca, o agricultor que optar por utilizar o biofertilizante terá um acréscimo de 4 mil sacas, sem aumentar o espaço de cultivo. Isso resultaria em um aumento de R$ 320 mil. 

O produto é fácil de usar, seguro para lavoura e pode ser misturado com a maioria dos agrotóxicos. O uso em culturas de soja é um excelente recurso para aumentar a produtividade da oleaginosa e expandir o mercado no Brasil, abrindo caminho para o país se tornar o maior produtor de soja do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. 

A aplicação é uma prática crescente na agricultura moderna e já faz parte da produção de países tecnificados como os EUA, Espanha, Chile, México e Itália. No Brasil, várias empresas estão desenvolvendo produtos dessa natureza, como é o caso da Adama.

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